Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla 2020 I 21 a 28 de agosto

O tema deste ano da Semana da pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, foi definido com o propósito de fomentar o debate e ações estratégicas voltadas a destacar a visibilidade e o papel da pessoa com deficiência intelectual e múltipla na sociedade e sua efetiva inclusão social. De base conceitual importante quando se propõe identificar a valorização de pessoas e sua atuação na sociedade, predominam nas diferentes agendas das políticas públicas, assistência social, educação e saúde, em que se discutem e defendem direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade. Dentre as quais, pessoas em situação de deficiência, ainda fragilizadas quando se trata de serem ouvidas e respeitadas em suas proposições e ou intervenções reivindicatórias. Nem sempre ocupando o lugar social como filho, irmão, usuário, aluno, paciente, profissional ou cidadão, tendem a renunciar as suas ideias, diante de atitudes perversas, discriminatórias e excludentes. A Rede APAE identifica esse tema como vetor de mudanças no olhar para as pessoas com deficiência, sob a ética e os valores morais que dão concretude à existência humana. Evidencia os conceitos que integram e constituem o protagonismo e acenam sua relação com o empoderamento e concretização da inclusão social. Uma conquista complexa, que resulta de duras lutas, divergências e heranças culturais predominantes nas maneiras de pensar e agir na sociedade. Começamos pelo entendimento de protagonismo, “uma atitude consciente que parte de um indivíduo maduro e responsável por suas ações, disposto a conduzir sua própria vida em uma direção moral” “assumir as rédeas da evolução pessoal, buscar a autorrealização, dar um propósito à vida e fazer a diferença para o coletivo”

Ao mesmo tempo que o protagonismo exige uma atitude do próprio sujeito, exige também ações e atitudes da família, da sociedade e do estado, a fim de reconhecerem em cada pessoa com deficiência, características individuais, valores e potenciais para o seu empoderamento no contexto da diversidade humana. Nesse sentido, a defesa do desenho universal, que assegure uma sociedade para todos.